quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Apresentações do 2º Período

LIVRO
10B
10C
10D
10E
O Coração das Trevas, de Joseph Conrad
3.António
26.Thomas
13.Luís
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Narciso e Goldmundo, de Herman Hesse
30.Vítor
6.Oliveira
26.Rodrigo
2.Artur
Werther, de Goethe
25.Pat.Duarte
28.Vasco
15.Madalena
14.Lourenço
Cadernos do Subterrâneo, de F. Dostoievsky
20.Missa
15.Miranda
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7.Duarte
Afinidades Electivas, de Goethe
5.Morais
20.Mariana
12.J.Afonso
16.Manuel
Uma Abelha na Chuva, de Carlos de Oliveira
4.Claro
16.José
10.Inês
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Um Auto de Gil Vicente, de Almeida Garrett
15.Henrique
24.Abrantes
21.M.Martins
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Aparição, de Virgílio Ferreira
28.Sara
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Menina e Moça, de Bernardim Ribeiro
11.Catarina
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Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto
14.Gonçalo
18.Manuel
5.Diogo
8.Freire
Confissões, de Santo Agostinho
21.Silva
25.Paraíso
11.Ruivo
9.Gonçalo
Banquete, de Platão
18.Belo
27.Tomás
17.Banquete
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A Sibila, de Agustina Bessa-Luís
7.Tacão
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Vale Abraão, de Agustina Bessa-Luís
6.Magalhães
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22.Mónica
11.I.Neves
Morreste-me, de José Luís Peixoto
13.Francisco
3.Bernardo
27.Tiago
15.Mafalda
Seara de Vento, de Manuel da Fonseca
2.Alexandre
1.Afonso
23.Nicole
17.Nuno
De Profundis, de Oscar Wilde
17.J.Almeida
9.Proença
28.Gonçalo
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Memórias do Cárcere, de Camilo Castelo-Branco
22.M.Almeida
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Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf
29.Sofia
22.Melissa
16.Margarida
20.Rafaela
Morte em Veneza, de Thomas Mann
23.Mónica
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O Pintor da Vida Moderna, de Charles Baudelaire
1.Alexandra
5.Barroso
8.Filipa
24.Sandra
A Paz Perpétua, de E. Kant
31.M.Vieira
2.André
7.Eduardo
13.Espinha
Crónica de D.João I, de Fernão Lopes
19.Queirós
8.Coelho
24.Pedro
5.Baptista
Húmus, de Raúl Brandão
27.Rodrigo
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Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez
12.Diana
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18.Constança
6.Jesus
Madame Bovary, de G. Flaubert
24.Pat.Gonça.
12.Jessica
4.Catarina
4.Carol.Antunes
Noite, de Elie Wiesel
26.Pedro
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19.Conceição
19.Couto
Vida Nova, de Dante Alighieri
16.Inês
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20.M.Mancelos
12.I.Coutinho
Levantado do Chão, de José Saramago
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14.Fatela
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10.Henrique
O Cavaleiro Inexistente, de Italo Calvino
8.Bruno
21.Martim
25.Ricardo
23.Tiago
Terna é a Noite, de Scott Fitzgerald
9.Lorena
13.Joana
9.Francisca
22.Rita
Tristão e Isolda, de autor desconhecido
10.Carol.Santos
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2.Ana Sofia
3.Carol.Esteves
O Crepúsculo dos Ídolos, de Fr. Nietzsche
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7.Diogo
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Ligações Perigosas, de Ch. De Laclos
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19.Maria
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Robert Frost e Os Marginais
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11.Hugo
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O Príncipe, de N. Maquiavel
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17.Luís
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18.Fernandes
Ecce Homo, de Fr. Nietzsche
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3.Bruno
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A Idade da Razão, de Jean-Paul Sartre
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1.Ana Freixiela
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Salmo 137: 1-9

Junto aos rios da Babilónia nós nos sentamos e choramos com saudade de Sião. Ali, nos salgueiros penduramos as nossas harpas; ali os nossos captores pediam-nos canções, os nossos opressores exigiam canções alegres, dizendo: "Cantem para nós uma das canções de Sião! " Como poderíamos cantar as canções do Senhor numa terra estrangeira? Que a minha mão direita definhe, ó Jerusalém, se eu me esquecer de ti! Que a língua se me grude ao céu da boca, se eu não me lembrar de ti, e não considerar Jerusalém a minha maior alegria! Lembra-te, Senhor, dos edomitas e do que fizeram quando Jerusalém foi destruída, pois gritavam: "Arrasem-na! Arrasem-na até aos alicerces! " Ó cidade de Babilônia, destinada à destruição, feliz aquele que lhe retribuir o mal que você nos fez! Feliz aquele que pegar os seus filhos e os despedaçar contra a rocha!

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Apresentação do livro "Medeia"

A obra Medeia, escrita por Séneca, é apenas uma obra escrita da peça Medeia escrita por Eurípedes (dramaturgo grego) no ano de 431 a.C. Esta obra é uma tragédia grega consistindo em temas mitológicos estando a sua estrutura dividida em 5 atos ou episódios, um coro e os metros líricos nas odes corais. O centro do espetáculo teatral gira em torno do destino infeliz do herói, neste caso Medeia. Neste livro é retratado um acontecimento doloroso e catastrófico para descrever o desenlace de uma paixão que terminou em assassinatos.
Neste livro a personagem principal é Medeia, ou também chamada de o herói da tragédia. É uma personagem que personifica a revolta de uma mulher apaixonada que perde o marido por quem abdicou de muitas coisas. É vingativa, impulsiva e desafiadora e muito dinâmica do ponto de vista psicológico porque atenta a tudo o que a rodeia e com isso vai construindo o seu plano de vingança. Filha de Eetes, rei da Cólquida, esposa de Jasão. Jasão é uma das vitimas de Medeia. Filho de Éson, antigo rei de Iolco, marido de Medéia. É pusilâmine, ingrato e desrespeitador visto que nunca cumprira mas promessas que fizera no passado aos Deuses. A Ama de Medeia vive em torno da sua senhora e aconselha-lhe constantemente moderação e reflexão para os atos que planeia fazer. As suas palavras sugerem segurança e contentação e não justiça ou bem. O Coro é formado por vários homens ou mulheres que odeiam Medeia, e apoiam as novas bodas entre Jasão e Creúsa (nova mulher de Jasão pela qual este deixou o casamento com Medeia) celebrando-o com cantos. E por fim temos Creonte, Rei de Corinto, pai de Creúsa e futuro sogro de Jasão. Tem medo de Medeia e das suas vinganças e pede aos seus escravos que a afastem dele fazendo com que toda a responsabilidade dos crimes cometidos anteriormente recaiam apenas sobre Medeia.
Nesta obra existem mais personagens. Embora muito secundárias: O Mensageiro e o Coro de Coríntios e mudas: os dois filhos de Medeia e Jasão e os Soldados e Servidores de Creonte.

Jasão conheceu Medeia em Cólquida, durante uma expedição, e lá se casou com ela. Porém devido a alguns acontecimentos  trágicos ambos tiveram que fugir do reino da princesa, estabelecendo-se em Corinto. Por essa razão a tragédia passa-se em Corinto, à entrada da casa de Jasão e de Medeia. Jasão anuncia a Medeia que quer terminar o seu casamento com ela porque este se iria casar com a princesa de Corinto, Créusa e que Medeia futuramente teria de abandonar o reino de Corinto. Perante tal noticia Medeia começa um monólogo consigo mesma invocando os Deuses e lamentando-se por Jasão a abandonar a si e aos seus dois filhos. Sentido-se humilhada e abandonada depois de tudo o que fez para ajudar Jasão, Medeia começa a planear um plano de vingança com o intuito de matar a futura noiva pois culpa-a como a responsável pelos seus sofrimentos. Assim depois de ela ser morta Jasão iria cair na solidão e sofrer o seu triste caminho.
Depois de Medeia sair de cena, entra o Coro que canta um epitalâmio (poema que celebra as bodas) em nome de Jasão e Creúsa, referindo diversos nomes de Deuses e agradecendo-lhes por terem feito a união entre estas duas pessoas.
Após esta intervenção coral, entra novamente Medeia mas desta vez acompanhada pela sua Ama. Esta última teme pelo estado de Medeia e que ela faça algo de drástico. Aconselha-a de todas as maneiras que pode dizendo-lhe que a única solução é mesmo aceitar o fim do casamento e poupar ameaças e alertando-a que se Medeia não sair do reino de Corinto o Rei e o seu exercito a poderiam matar. Mas Medeia não se deixa oprimir e quer levar o seu plano a avante, não aceita a hipótese de fugir justificando-se que já fugiu o suficiente no passado. Agora o seu plano não abrangia apenas a morte de Creúsa mas também a morte de Creonte.
Segue-se a visita de Creonte a Medeia que lhe ordena que saia imediatamente do seu reino e diz-lhe abertamente que conhece a sua vingança. Medeia era conhecida em toda a Grécia pelos seus poderes e Creonte conhecia-os bem, temendo por isso pelo bem de sua filha e de si próprio. Nesta cena são realçados muitos dos crimes que Medeia cometeu:

a) a morte de Apsirto (Medeia, quando foge de Cólquida com Jasão sabia perfeitamente que o seu pai os ia perseguir e para o atrasar leva consigo o seu irmão e durante a viagem mata-o e despedaça-o, dispersando os restos mortais pelo caminho porque sabia que o seu pai os ia recolher para lhe dar a devida sepultura.)
b) A morte de Pélias (Pélias era rei de Iolco. Segundo umas versões Pélias usurpou o trono ao irmão, noutras ele era o legítimo governante. Medeia sendo conhecida pelos seus atos mágicos, enganou as filhas de Pélias dizendo-lhes que deviam cozer os membros do pai, para o rejuvenescer. Desta forma Pélias não resistiu e morreu). Porém Medeia convence Creonte a conceder-lhe mais um dia no seu reino dizendo-lhe que era o suficiente para se despedir dos seus filhos mas na verdade esse mesmo dia seria o suficiente para Medeia preparar a sua fria vingança.
Medeia finalmente encontra-se com Jasão, o seu ex marido, e convence-o de que está arrependida pelas coisas que lhe disse e que fez. Assumindo uma posição de falsidade, Medeia manda pelos seus filhos presentes para Creúsa, que estão envenenados e desta forma a princesa morreria. Creúsa coloca as presentes que os seus enteados lhe ofereceram e começa a arder em chamas. Creonte sem saber o que fazer ajuda a sua filha mas acaba também por se queimar e morrer. O Mensageiro conta que a princesa e o rei estão mortos e o Coro prenuncia as suas mortes.
Sabendo desta noticia e muito perturbado, Jasão teme pela segurança dos seus filhos e corre para casa de Medeia. Medeia mata o primeiro filho em frente aos olhos de Jasão e depois de subir ao telhado, carregando o filho morto e acompanhada do seu outro filho, acaba por matar o segundo.
Assim termina a vingança de Medeia retirando tudo ao homem que amava: o seu verdadeiro amor e a sua descendência.
Nesta obra predomina essencialmente a vingança por amor ódio. Medeia não suportava ver Jasão com outra mulher sabendo que deixara toda a sua vida para trás. Por isso começa a planear a melhor forma de ver sofrer a pessoa que mais ama. Desta maneira demonstra simultaneamente ódio por ele acabando por matar os seus próprios filhos e todos os obstáculos que impediam a sua felicidade. Na minha opinião apesar de ser uma história curta (em termos de páginas) cada acontecimento tem uma valor muito profundo e único o que enriquece a obra, e o tema desenvolvido.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Senhor Valéry

O Senhor Valéry é um livro atual de Gonçalo M. Tavares, faz parte de uma colecção de livros apelidada “O Bairro”. Este livro não contém um enredo. Cada capítulo possui uma mensagem própria e a única coligação com os outros capítulos é a personagem central, o Senhor Valéry. Deste modo, cada capítulo tem uma mensagem e não possui momentos muito mais importantes e ficamos a conhecer os diferentes e invulgares pensamentos deste homem, que ele mesmo é invulgar.
Por exemplo, no primeiro capítulo: “Os Amigos”, o Senhor Valéry fala de como a altura é muito importante para ele, visto sendo um homem pequeno tem imensos obstáculos para ultrapassar. Em “O Animal Doméstico”, demonstra não ser muito afetuoso. Ao longo de muitos capítulos como “Os Dois Lados”, “Sapatos”, “Cubo” e outros, vemos que ele se trata de um perfecionista e via o mundo como algo que deveria ser totalmente isento de qualquer erro. Levando às vezes a ações e comportamentos estranho como sair à rua com um par de sapatos diferente para cada rua. Também demonstra ser simples em alguns capítulos onde fala de como alguns objetos do nosso dia-a-dia são facultativos e podemos bem viver sem eles. Como, por exemplo, quando fala que não possui um espelho pois o mero olhar das pessoas era suficiente para se aperceber da sua aparência. Noutros capítulos é difícil perceber o seu significado. Como no capítulo “Uma Viagem a Pé”, onde diz que o sítio onde chega a dez horas a pé de não é o mesmo a que chega em vinte minutos de comboio. Assim é nem sempre temos a certeza do ponto onde ele quer chegar, mas conseguimos ter uma ideia. Certos capítulos têm a sua parte cómica, como em “O Chapéu”, em como o Senhor Valéry nem sempre conseguia tirar o chapéu para cumprimentar alguém (Isto, pois ele estava tão enterrado na sua cabeça para ele não se esquecer dele, que não o conseguia remover. O que podemos imaginar e rir). No entanto, no último capítulo “A Tristeza”, onde fala de como um triângulo retângulo necessita de outro igual a si mesmo para formar um quadrado e não de um quadrado, vemos um lado mais sereno e pensativo em vez de cómico. Na minha opinião, este capítulo refere-se a como não necessitamos de algo que queremos para o possuir, mas sim de descobrir qual os caminhos e as opções que temos de tomar para lá chegar e o possuir.

A conclusão a que cheguei é o Senhor Valéry não é uma pessoa vulgar e nem sempre é fácil acompanhá-lo nos seus pensamentos. Tudo isto é compreensível, visto que o seu autor é um professor de Epistemologia, isto é, uma teoria do conhecimento que procura dar lógica, valor e objetivo a diversas hipóteses. Vi neste livro uma maneira de perceber outros modos de pensamento invulgares dos quais nunca me tinham ocorrido. Penso que se trata de um livro muito educativo e com várias mensagens que merecem ser lidas e compreendidas.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Eurico o Presbítero

Autor: Alexandre Herculano


A história passa-se no inicio do séc. VIII na Espanha Visigótica. Eurico, Teodemiro e Vitiza (imperador do reino) lutam juntos contra os povos do norte da Península Ibérica. Após a sua vitória em combate, Eurico pede ao duque Fávila a sua filha em casamento. Fávila não aceita o seu pedido pois este era de uma classe social inferior. Eurico ao saber a notícia pensa que Hermengarda não o ama e entrega-se ao sacerdócio tornando-se o presbítero de Carteia.

Eurico passa a ter uma vida religiosa e escreve vários poemas para se tentar esquecer de Hermengarda mas e impossível esquecer tal amor.

Mais tarde Eurico descobre que os Árabes invadiram a Península Ibérica. Assim Eurico decide dedicar-se a combater o avanço árabe. Primeiro avisa Teodemirro, oseu companheiro de batalha e mais tarde durante uma batalha Eurico transforma-se no cavaleiro negro que luta de maneira heroica. Este ato dá forças aos Godos que começam a dominar a batalha. Mas os filhos do imperador, Ebas e Sisibuto traem o seu povo com intenções de ganhar o trono. Com esta traição o domínio no combate volta a ser dos Árabes. Rodemiro morre e Teodemiro passa a liderar o povo godo.

            Entretanto Hermengarda está no mosteiro da virgem Dolorosa quando é atacado pelos Árabes que a raptam. Mais tarde o cavaleiro negro consegue salva-la e lava-la para as montanhas das Astúrias onde o irmão de Hermengarda está refugiado após a luta contra os Árabes, Teodemiro aceita as condições de paz que lha são propostas e o resto da Península Ibérica, menos as Astúrias, trona-se território árabe.
                 
            Já em segurança na gruta de Corvadonga, Eurico fica a saber que na realidade Hermengarda o ama. No entanto Eurico sabe que o seu amor é impossivel devido às suas condições religiosas. Com isto e ciente das suas obrigações, parte para uma batalha onde se deixa morrer e Hermengarda enlouquece.

           

           

            Uma parte importante desta obra é a noção de compromisso. Eurico nunca falta às suas obrigações religiosas, mesmo depois de saber que o seu amor era correspondido. Esta noção é importante porque comprova que Eurico era um ser extraordinário porque teve a noção de que se tinha comprometido no passado e que agora não podia quebrar as promessas antes feitas. Eurico abdicou do seu amor por Hermengarda por isso perdeu a vontade de viver. Por vezes existem momentos na vida onde fazemos escolhas que são eternas e às quais nos temos de manter fieis. Podemos sempre arrependermo-nos das escolhas que fazemos. Por isso antes de as fazermos temos de pensar em todas a consequências porque muitas vezes são estas escolhas que nos definem a vida. 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Apresentação oral "Auto da feira" - Gil Vicente

Esta obra, o Auto da Feira, de Gil Vicente foi representada ao rei D. João III, na cidade de Lisboa, no Natal de 1526.
É um texto dramático e baseia-se em trocas comerciais.
Nesta feira aos olhos de Gil Vicente é onde há o Bem, o Mal, a Santidade, o Pecado, a Pureza, etc.

As personagens presentes neste Auto são: Mercúrio (inicia-se com um monólogo e é o deus do comércio), Saturno (o deus do tempo), Marte (deus da guerra), vénus (deusa do amor e da beleza) e Júpiter (o pai dos deuses.
Mercúrio ordena que Tempo organize uma feira no dia de Natal, a Feira das Graças em honra da Virgem que nascera em Belém.
De seguida entra o Tempo. Esta feira seria um pouco diferente de algumas já realizadas. Não seriam vendidas coisas, mas sim trocadas por outras. Nesta feira iriam-se encontrar virtudes.
Segue-se uma cena com a entrada de Serafim, um anjo enviado por Deus a pedido do Tempo.
O Diabo entra em cena com uma tenda e diz que vai vender “artes de enganar”, “falsas manhas de viver”, ”hipocrisia”.   

Mercúrio avisa o Tempo que Roma está a chegar e esta entra em cena cantando perguntando quem lhe venda Paz, Verdade e Fé.
De seguida, entram dois lavradores que estavam a caminho da feira. Eles queixam-se das mulheres que têm em casa e as mulheres queixam-se dos seus maridos e decidem trocar.
Ao se dirigirem ao Tempo, este propõe-lhes vender Consciência, pois esta é uma feira de virtudes.
Depois entram nove moças e três rapazes que vêm cantando e trazem cesto com comida.
De seguida aparecem dois compradores (Mateus e Vicente).
Falam de trocas de animais, e após conversarem durante algum tempo percebem que a feira da Ribeira é melhor que esta.
Quando se vão embora, o Anjo oferece de novo virtudes às moças mas elas não querem e dizem que foram a esta feira por ser a Feira da Nossa Senhora.
Não queriam virtudes porque essas não traziam pão.
Todos saem de cena a cantar em honra da Virgem.

Podemos concluir que este texto dramático e é uma luta entre o bem e o mal.
Diana Oliveira


A janela

Todas as noites, por volta das dez horas, vou até à janela da minha sala. Pode dizer-se que a minha casa não é um palácio, ou até mesmo que não está muito bem decorada, mas não há quem cá tenha vindo e não tenha reparado nesta janela. Primeiro, porque ocupa ainda uma grande parte de uma das minhas pequenas paredes da sala e segundo, porque o que se vê para além dela é absolutamente maravilhoso. A vista da minha janela sobre toda a cidade é a única vantagem de viver no último andar de um prédio com uns cem degraus e nenhum elevador.
Quando o meu marido chega a casa, depois de um dia de trabalho, dá-me um beijo e em seguida junta-se a mim a observar a paisagem. Mais tarde ele senta-se à mesa e lê o jornal enquanto eu lhe toco no piano a melodia que ele mais aprecia.